MARCOS TAVARES EM : O DISCURSO E A PRÁTICA
“A Paraíba nos elegeu para fazermos o que é certo não o que é mais confortável. Essa é uma delegação que assumo com todos os ônus, sem maquiagem ou engodos”. Essas palavras foram retiradas na íntegra do discurso do governador Ricardo Coutinho pronunciado na Assembleia Legislativa quando da abertura do novo ano daquela casa. Elas encerram seu compromisso e sua determinação de mudar o Estado nem que para isso o ente administrativo acabe por provocar danos ao ente político. Portanto, não é por aí que a oposição vai incomodar nem pegar Ricardo.
Uma coisa se diga a favor do governador. Em momento algum ele enganou quem votou nele com promessas ou falsas ilusões. Seu discurso de campanha tinha a mudança como tônica e a mudança começa a ocorrer.Acontece que, historicamente, nossos cidadãos são a favor da mudança e da moralidade desde que elas não cheguem ao seu quintal. Quando se trata de cortar na carne, os mais radicais progressistas sentem saudade do bom e velho passado com todos seus erros e suas permissividades, mesmo que esses erros tenham levado a Paraíba a um beco sem saída.
As atitudes rigorosas de Ricardo, principalmente no tocante a pessoal e pagamento, irão prejudicar alguém? É claro que sim. Não se pode mudar uma estrutura e uma mentalidade administrativa sem deixar vítimas pelo caminho e as vezes vítimas inocentes. Acontece que a missão é maior que a cautela e às vezes é preciso endurecer no presente para que reste alguma esperança para o futuro. Foi por nunca pensar nesse futuro que chegamos aonde chegamos. Foi por não querer ferir suscetibilidades ou cortar privilégios que somos hoje um dos estados mais atrasados da região.


Os prestadores de serviço das Secretarias de Estado de Educação, Saúde, Desenvolvimento Social e Administração Penitenciária que tenham mais de dois anos de contrato estão sendo recadastrados e terão os contratos renovados. A estimativa do Governo Estadual é que aproximadamente 14 mil pessoas estejam nessa condição. A concessão de gratificações também já começou a ser revista e no mês de março o Governo apresentará os novos critérios.