ColunistaArquivo

Na Serra do Maracajá ( Thomas Bruno Oliveira )

Na Serra do Maracajá   No “terreiro da mercearia”, Vovô (ao centro) conta suas histórias… Vovô tinha lá seus dezesseis anos e já era dono de si e do mundo que conquistava. “Tudo que a gente vive é para nos ensinar, meu filho”, frase repetida com o orgulho de quem viveu intensamente seus quase noventa

 Padre Ernando também morreu (Damião Ramos Cavalcanti)

          A mais longa ansiedade, na vida, é a morte… Pode ser também a mais extensa certeza, contudo, biblicamente, inesperada. O Padre Ernando, desde seus tempos de seminarista, repetidamente, gostava de citar Mateus (21:13): “Portanto, vigiai, pois não sabeis nem o dia, nem a hora”. Em determinadas circunstâncias de perigo, sentimos medo, sua proximidade, sinais de

Nós somos bacanas. (Marcos Pires)

  Nós somos bacanas.       Temos que nos orgulhar; somos um dos povos mais educados do Brasil. Se alguém coloca um pé na faixa de pedestres imediatamente freamos nossos veículos e deixamos o cidadão que caminha exercer sua prioridade. Quando pedem uma informação somos solícitos e prestativos. Se o caso for um determinado

“O PAIZ” VISITA O ESTADO (RAMALHO LEITE)

“O PAIZ” VISITA O ESTADO O imigrante português João José dos Reis Junior, portador do titulo nobiliárquico de conde São Salvador de Matosinho, era o proprietário da casa número 63 da Rua do Ouvidor, no centro do Rio, onde, por inspiração de Quintino Bocaiúva, “o príncipe da imprensa brasileira” fundou e instalou “O Paíz”, jornal

Um caso típico de como a imprensa se faz inútil: afinal, como está a saúde de Maranhão? (Wellington Farias)

Um caso típico de como a imprensa se faz inútil: afinal, como está a saúde de Maranhão? Há casos em que a imprensa se faz inútil, ou simplesmente presta um desserviço aos consumidores de informação. Em situações bastante delicadas, inclusive, em que o povo merece e precisa ser corretamente informado. Um deles vivemos agora e

 Nilvan Ferreira volta para onde nunca devia ter saído; mas de rédea curtinha…(POR Wellington Farias)

 Nilvan Ferreira volta para onde nunca devia ter saído; mas de rédea curtinha…   VEJA TAMBÉM A notícia mais recente gravitando no mundo da comunicação paraibana: o radialista Nilvan Ferreira está de volta ao Sistema Correio de Comunicação. Irá ancorar na – TV e não no rádio – um programa de perfil policial e popularesco.

              Bredo ao molho de coco (  Damião Ramos Cavalcanti )

                                        Bredo ao molho de coco           Talvez chegue a morrer escrevendo sobre o bredo, esse matinho que muitos acham insignificativo, mas constantemente marcante na minha vida. Coisa, de coisas simples. Desde os tempos da minha infância, ele espontaneamente

Velhas histórias sertanejas (Thomas Bruno Oliveira)

Velhas histórias sertanejas   A imponente Serra de Picotes – São Mamede-PB São Mamede, apesar de ser uma pequena cidade localizada no Seridó Ocidental Parahybano, possui um sem número de belezas naturais e culturais. Está encravada na depressão sertaneja, ornada por morros, serras e montanhas que dão majestosos contornos àquele pediplano sertanejo. Uma dessas serras

De: [email protected]éu Para:[email protected] (MARCOS PIRES)

De: [email protected]éu Para:[email protected] “Cicero, bom dia. Aqui no céu a sua vitória foi muito comemorada por amigos. O primeiro a se alegrar foi Cabral Batista, que sempre considerei o melhor prefeito de João Pessoa porque no seu único mês de mandato plantou os coqueiros da beira mar, coisa que você poderia ampliar, quem sabe até

A HISTÓRIA EM TRES POR QUATRO (RAMALHO LEITE)

A HISTÓRIA EM TRES POR QUATRO Ainda alcancei aqueles fotógrafos que se concentravam na Praça Pedro Américo, em frente ao prédio dos Correios. Quem queria fotos, apenas, para documentos, devia esclarecer ao retratista que, invariavelmente, perguntava: – Quer com Correio ou sem Correio? A meia dúzia de retratos três por quatro era fornecida sem o

Seria Bruno C. Lima uma versão da rainha da Inglaterra, que reina mas não governa? (Por Wellington Farias)

Seria Bruno C. Lima uma versão da rainha da Inglaterra, que reina mas não governa? Questionar a competência do gestor público Bruno Cunha Lima a essa altura não teria o menor cabimento. Afinal, o novo prefeito de Campina Grande ainda vive o seu primeiro dia de administrador. E merece crédito, convenhamos. Agora, o que andam

  2021 já pertenceu ao futuro (Damião Ramos Cavalcanti)

                          2021 já pertenceu ao futuro            Desde tempos remotos, o Ano Novo é esperado, é como se fosse o tempo único e contínuo estivesse permanentemente grávido dos seus vindouros filhotes de doze meses, como, relativamente, 2022 está em gestação. Enfim, o Tempo

A última sustentação oral de Cardoso (Marcos Pires)

A última sustentação oral de Cardoso Marcos Pires Jamais encontrei qualquer colega advogado que tivesse um mínimo de reparo a José Alves Cardoso. E olha que assim como eu, Cardoso era totalmente advogado, ou seja, não tinha nenhuma outra fonte de renda para sustentar a família. Portanto, seria natural que ao longo da carreira tivesse

Balduíno Honoris Causa ( Thomas Bruno Oliveira)

  Balduíno Honoris Causa   Balduíno em sua oficina na ULT Na antiga Vila de Batalhão, um cavaleiro andante iniciou uma viagem sem volta. Ancorado em seus oitenta e oito anos intensamente vividos, foi um baluarte da cultura, um semeador das coisas e das criaturas, uma genial mente pulsante que transcendia o mundo natural e

Quais as expectativas para a cultura a partir da Funjope e do novo prefeito? (Por Gil Sabino)

Quais as expectativas para a cultura a partir da Funjope e do novo prefeito? Marcos Alves, novo presidente da Funjope, para quem são direcionadas as expectativas do meio artístico e cultural. O acadêmico, escritor, jornalista, ativista cultural, Marcos Alves, é o nome escolhido para assumir a presidência da FUNJOPE, a Fundação Cultural de João Pessoa.

         Um Natal sem Balduíno (Damião Ramos Cavalcanti)

                                     Um Natal sem Balduíno           Não somente os curiosos abrem a Caixa de Pandora. Já se sabe, pela mitologia, que essa caixa é receptáculo de escondidas surpresas, mas também de maldades, de coisas infelizes e ruins à

Como era o réveillon (MARCOS PIRES)

Como era o réveillon   Para que não esqueçamos nestes terríveis tempos covid, já fomos imensamente felizes e ansiosos nos dias que antecediam a virada do ano. Havia um cuidado muito grande com o que iriamos vestir naquela noite. Homens e mulheres preocupavam-se até com a cor das suas cuecas e calcinhas. Vermelho prometia amor,

NOSSO PRIMEIRO   GOVERNADOR CIVIL  INDICADO POR MILITARES

NOSSO PRIMEIRO   GOVERNADOR CIVIL  INDICADO POR MILITARES RAMALHO LEITE A notícia da deposição da Família Real chegou à Parahyba por telegrama. A República estava nascendo, mas por aqui, não havia um republicano para recebê-la. O paraibano Albino Meira, professor da Faculdade de Direito do Recife e único defensor da República entre nós, foi candidato à

DESEJO PELO PODER (Augusto Policial)

DESEJO PELO PODER A sensação de perder uma campanha é por demais frustrante para muitos, o “ganhar” e o “perder” sempre irão andar juntos na politica, o “ter” é cômodo, o “perder” chega a ser desesperador para alguns logicamente despreparados, principalmente os Marinheiros de primeira viagem. Não aceitar que perdeu é perigoso, e até doentio

A vida na Mercearia (Thomas Bruno Oliveira)

Thomas Bruno Oliveira A vida na Mercearia   Ronaldo e Nelson Jr (irmãos), Seu Roberto e seu tio Pedrinho Seu Roberto, meu pai, depois que deixou de ser motorista e vendedor da Brahma e depois da cachaça Caranguejo, resolveu empreender e em 1989 cria ‘A Bodeguita’, uma mercearia na frente da casinha recém comprada no

Olha no que deu a tal da flexibilização! No óbvio: mortes e mortes (Por Wellington Farias)

Foto reprodução G1 Olha no que deu a tal da flexibilização! No óbvio: mortes e mortes Quem pautou pelo bom senso as opiniões sobre o coronavírus com toda a certeza não está nem um pouco surpreso com essa retomada brutal do crescimento das estatísticas inerentes às contaminações e mortes causadas pela Covid-19. Sem dúvida, pode

O abandono do Parque Parahyba e a cultura de destruir o que os outros fizeram (POR Wellington Farias)

O abandono do Parque Parahyba e a cultura de destruir o que os outros fizeram A situação de abandono do Parque Parahyba, no bairro do Bessa, em João Pessoa, é de doer na alma. Não conhecia o logradouro, pessoalmente; só ouvia falar, e muito bem por sinal. Incomodado com a fadiga da clausura imposta pela

O Natal dos pirangueiros. (Marcos Pires)

  O Natal dos pirangueiros.       Meus amigos, a época de vaca desconhecer bezerro já ficou para trás faz tempo. A situação agora piorou bastante. Acho que já estamos embaixo do fundo do poço. O que se ouve por aí é o povo aproveitando essa pandemia Covid para justificar todas as suas mesquinharias. É mais

 Aonde me reviro, Coronavírus (Damião Ramos Cavalcanti)

                                                                                                                        No início de tudo, era começo de 2020, escrevi a crônica “Aonde me viro, Coronavírus”, ainda no Correio da Paraíba, onde

Uma delícia de passeio (Thomas Bruno Oliveira)

  Uma delícia de passeio   O Sambaqui Catamarã aportado na entrada da Barra do Cunhaú A embaixadora do turismo do Rio Grande do Norte, a amiga Cristira Lira, me convidou para um passeio em uma catamarã, embarcação desportiva com dois cascos paralelos. Seu nome é ‘Sambaqui Catamarã’, fiquei curioso a partir do nome: por