Com um histórico de declarações polêmicas, Eliana Calmon quer um judiciário mais aberto e transparente
Emotiva e racional. A Corregedora do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Eliana Calmon, é capaz de encher os olhos d’água ao falar de sua juventude na mesma conversa que fala com eloquência e dureza sobre problemas do Judiciário brasileiro.
Pivô da maior desavença na curta história do CNJ, a ministra foi destaque na imprensa em setembro, quando provocou a ira do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Cezar Peluso.
Sua frase sobre a infiltração de bandidos togados na Justiça brasileira devido à falta de transparência e mecanismos de controle nos tribunais, no entanto, não foi a primeira a ecoar o senso comum e causar frisson.
Em sua sabatina no Senado para o Superior Tribunal de Justiça (STJ), Corte onde é ministra e primeira mulher a lá ocupar uma cadeira, Eliana disse que precisou de padrinhos políticos para garantir sua indicação. E mais, deu nome a eles: Edison Lobão, Jader Barbalho e Antônio Carlos Magalhães (já falecido).
A declaração foi polêmica. Por mais corriqueira que seja a busca por apoio no Senado quando há uma indicação para um Tribunal Superior, ninguém menciona de forma aberta o que foi feito. A ministra, contudo, disse que ao destacar o nome de seus padrinhos, conseguiu independência em relação a eles, uma vez que sempre terá de se dar por impedida em julgamentos relativos ao trio.
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