MARCOS TAVRES EM : Os medos Ônticos
No recôndito dos nossos cérebros jaz escondido o animal que somos.No mais profundo dos nossos córtex ainda vive o ser simiesco que temia a noite pois ela era dos predadores e ele tinha apenas a inteligência para se defender de garras dentes e músculos, e esse animal desperta, facilmente, ao primeiro sinal de terror, principalmente, o medo das forças naturais que sempre dominaram e ainda dominam o homem por mais avançada que seja sua tecnologia.
Na última noite de tempestade que desabou sobre nossa cidade, meu animal resolveu vir à tona pelo medo ôntico e inexplicável dos raios e trovões. O fato de estar circundado e protegido por três ou mais para-raios não chegava às minhas fontes cerebrais primárias que teimavam em disparar a adrenalina sempre que o relâmpago riscava o céu, o ruído atordoante do trovão percorria o espaço. O homem racional dobrou-se ao antigo animal que temia os raios que matavam e fugia do trovão que achava divino.
Como para comprovar que era o meu animal que despertava, um cachorro de um edifício vizinho deve ter sido tomado pelo mesmo pavor e começou a uivar angustiosamente todas as vezes que o relâmpago acendia sua luz ofuscante. Ali estava eu, Homo sapiens, com dois mil anos de informação à minha disposição com tanto medo como um cachorro irracional, ambos dominados e paralisados pela força dos fenômenos naturais.


Ils avaient cru (l’ONU et Sarkozy) qu’il suffirait de pointer du doigt celui qu’ils ne voulaient pas pour qu’aussitôt il s’éclipse et s’enfonce dans la forêt pour mourir. Mais l’ex-thuriféraire ne l’a pas entendu de cette manière; il avait bien servis ses maîtres, croyait-il. Pourquoi être soudain répudié de façon si cavalière? Et le roitelet défait de s’accrocher à son trône, surtout que les premiers rapports des observateurs africains le donnaient gagnant, le « roi Gbagbo ». C’est que les maîtres néo-coloniaux n’avaient pas révisé la copie de l’observateur Mbeki. Cela fait, le rapport était d’une toute autre teneur : le « bon » gagnant était désigné, alors que le « mauvais » perdant était accusé. Ce que M. Gbagbo ne savait pas, c’est que les trucs et les astuces qui l’avaient fait président pouvait servir tout autant à son congédiement (1).