Confesso que tive dó de Zé Dirceu, não pela sua condenação no STF, mas pela forma humilhante como vem sendo tratado pelos seus ex-companheiros aqui e alhures. Ontem, em João Pessoa, Zé parecia um ser contaminado de doença rara e contagiosa. Poucos, pouquíssimos mesmos, tiveram a hombridade e a coragem de se aproximarem do ex-todo poderoso mandarim do PT.
Apesar da eloqüência da sua palestra, Zé Dirceu, com o seu sorriso maroto e amarelado, demonstrava em seu semblante toda decepção que sentia. Deixava transparecer no seu olhar uma enorme nostalgia dos velhos tempos, pois, quando aqui chegava, formavam-se filas quilométricas para os afagos e beija-mão.