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Blog do Vavá da Luz

SEU COMENTARIO VIROU MANCHETE – (Manoel Ernesto)

Minha jornada de superação se inicia aos três anos de idade, com a morte de meu pai em acidente, quando corria a cavalo, me deixando órfão de pai na primeira infância. A perda paterna aos três anos interrompe os primeiros vínculos de segurança familiar. A dependência exclusiva da minha mãe sobrecarrega o núcleo familiar gerando muitas dificuldades, onde enfrentávamos falta de acesso a saneamento na cidade, alimentação básica e creches institucionais. Eu e meus irmão desde meninos assumimos responsabilidades financeiras informais para ajudar no sustento do lar. A escola surgiu como um refúgio físico e o primeiro espaço de validação social. Convivemos com a escassez material enquanto assistimos ao desenvolvimento de pares mais abastados, mas superamos os percalços com apoio dos professores, especialmente de tia Lourdes, com letramento autodidata para romper o ciclo de dificuldades enfrentadas, com resistência ao aliciamento de redes de criminalidade locais através do foco em metas de longo prazo. Com força de vontade e resiliência, conquistamos estabilidade financeira por meio do mérito acadêmico e da responsabilidade profissional. Espero que meus descendentes não vivenciem o mesmo cenário de privação. Que haja mobilização da sociedade com projetos sociais voltados para o amparo a jovens órfãos, para que possam superar as dificuldades da caminhada, com resiliências, sempre em busca de nossa qualidade de vida e das futuras gerações. Eu acredito.

1 comentário em “SEU COMENTARIO VIROU MANCHETE – (Manoel Ernesto)”

  1. O crescimento econômico mais lento, a concorrência acirrada entre graduados e as mudanças nos critérios de contratação tornaram mais difícil para muitos jovens conquistar o primeiro emprego. A falta de oportunidades para os jovens no Brasil é um problema real, impulsionado principalmente pela exigência de experiência prévia, pela desigualdade educacional e pela alta taxa de informalidade. Cerca de 20% dos jovens brasileiros entre 15 e 29 anos não estudam nem trabalham. A precarização do histórico profissional, dificulta o primeiro emprego. Milhões de jovens ficam fora de escolas e postos formais, muitas vezes devido à necessidade de gerar renda imediata ou cuidar de familiares. Vagas disponíveis para essa faixa etária concentram-se em comércio e serviços com baixos salários e alta rotatividade. Alunos de baixa renda enfrentam atraso escolar e evasão para conseguir trabalhar. O acesso limitado a cursos técnicos de qualidade afeta a competitividade para vagas qualificadas. Precisa-se de mais políticas públicas de inclusão, programas de primeiro emprego e cursos de capacitação para jovens no Brasil.

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