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Blog do Vavá da Luz

QUANDO O PODER EXTRAPOLA O LIMITE DO BOM SENSO (Matusalém Alves Oliveira)

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“Tu a fustigarás com a vara livrarás a sua alma do inferno.” Este versículo sugere que, embora o poder de Deus possa ser usado para livrar, ele também pode ser exercido de maneira que possa ser considerada como excessiva ou injusta. Provérbios 23:14

“Nunca extrapole os limites do bom senso para atingir seus objetivos.” Neuza Coelho

No âmago da história humana, o poder sempre foi uma força transformadora. Envolvente, sedutora e muitas vezes destrutiva, sua essência se revela de maneiras inesperadas. Quando o poder extrapola o limite do bom senso, ele se torna uma arma perigosa, corrompendo aqueles que o detêm e devastando tudo ao seu redor.

Imagine uma pequena cidade pacata, governada por um líder carismático. No início, suas decisões são justas e sensatas, conquistando o respeito e a admiração de seus cidadãos. Contudo, com o passar do tempo, algo muda. A sede de controle cresce, alimentada pela ilusão de infalibilidade. O líder começa a tomar decisões arbitrárias, ignorando conselhos e ultrapassando os limites do razoável. Suas ações, antes ponderadas, tornam-se impulsivas e despóticas.

Os cidadãos, inicialmente cegos pelo encanto do líder, gradualmente percebem a transformação. O medo se infiltra nas ruas, substituindo a confiança outrora presente. As vozes dissidentes são silenciadas, e a liberdade de expressão é cerceada. A cidade, que antes prosperava sob o regime da razão, agora se encontra à mercê de um tirano.

Esse líder não é uma exceção; é um reflexo da natureza humana diante do poder desmedido. A história está repleta de exemplos onde o excesso de poder leva à ruína. De impérios a corporações, quando os detentores do poder deixam de ver seus próprios limites, o caos se instala. Essa narrativa envolve e alerta: o poder, sem a balança do bom senso, é uma força destrutiva.

Portanto, para evitar que o poder extrapole seus limites, é imprescindível a presença de freios e contrapesos. O bom senso, a ética e a empatia são bússolas que devem guiar aqueles que detêm o poder. Só assim é possível construir uma sociedade justa, onde o poder serve ao bem comum e não aos desejos insaciáveis dos poderosos.

Esta reflexão não é apenas histórica, mas uma lição contínua. Afinal, em cada um de nós reside um potencial líder, e cabe a nós decidir como o poder será exercido.

“Raramente conhecemos alguma pessoa de bom senso além daquelas que concordam conosco.” François La Rochefoucauld

Graça e paz da parte do nosso Deus

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