Ministério Público e advogados de defesa pretendem estipular em R$ 50 mil reais a punição a um motorista que dirigia embriagado e atropelou e matou um zelador, em João Pessoa, em maio de 2025.
A vítima Maurílio Silva de Araújo era um anônimo. Um João do povo, sem sobrenome importante. Já o acusado é Arthur Farias, filho da prefeita de Pilar.
A defesa argumenta que o filho da prefeita atende os requisitos jurídicos para o acordo de não persecução penal. A família da vítima será representada por uma defensora pública.
Vamos inverter os papéis?
Se quem dirigia sob efeito de álcool, depois de uma farra na madrugada, fosse um zelador e tivesse atropelado e matado o filho de uma prefeita, esse acordo seria proposto? A punição seria essa? A família da vítima aceitaria? O MP toparia e a Justiça homologaria?
Esse tipo de acordo não é justiça, é impunidade remunerada.
Pergunta-se: quanto vale uma vida? No próximo dia 4 de março a Justiça da Paraíba, em audiência, terá a oportunidade de responder. E também sentenciará a si mesma se julga pela gravidade dos crimes ou pelo sobrenomes dos réus.
A vida não tem preço. Já a impunidade…