PMDB chuta a gol ao bater em Cartaxo, mas erra ao acertar em Agra
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A estratégia do PMDB em denunciar a repentina mudança do discurso de Luciano Cartaxo (PT), devidamente autorizada pela Justiça Eleitoral, receberia nota 10 não fosse por um detalhe.

 

No lugar de mirar exclusivamente na alteração radical do discurso do candidato petista, focando tão somente na suposta falta de palavra do candidato que dizia uma coisa ontem e outra coisa hoje, o PMDB deixar no ar a tese de que Cartaxo está com a imagem comprometida em razão da aliança com Agra, personagem dos “escândalos” que o PT denunciava.

 

Tolice. Com a aprovação que beira a casa dos 70% e que colocou Agra entre os quatro melhores prefeitos do Brasil,    conforme levantamento do Jornal o Estado de São Paulo, o prefeito de João Pessoa não é sinônimo de lepra pra candidato algum. Muito pelo contrário. É óbvio que ele ajuda a alavancar qualquer popularidade.

 

Assim, ao expor Cartaxo denunciando Agra e terminar o vídeo com a frase bíblica “Diga-me com quem andas que te direis quem és”, o PMDB põe quase tudo a perder. Não é a aliança com Agra que faz de Cartaxo um “mau candidato”. Repito, porque Agra, tem se provado pelos índices de popularidade, é um bom cabo eleitoral.

 

É a mudança de discurso, a impossibilidade de sustentar o que disse, que deveria ser exclusivamente explorada contra o candidato petista.

 

Algo como a velha regra: “Você acredita em que diz uma coisa ontem e hoje diz outra?”. Somente isso já seria de bom tamanho. Passar dessa linha, é tentar de forma inócua colocar o eleitor contra Agra, que, além da avaliação popular, não é candidato.

 

Um belo chute a gol do PMDB, mas que desviou no zagueiro e foi pra fora.

Luís Tôrres