A PROVA DE FOGO DE UM CACIQUISMO (Chico Pinto)
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Chico Pinto

O ex-governador José Maranhão, candidato a prefeito de João Pessoa por uma coligação encabeçada pelo PMDB, a julgar pelos números das últimas pesquisas eleitorais, corre o risco de perder a sua    influência política não somente aqui na capital como em todo o Estado. O seu caciquismo política está em jogo e a sua eleição está sendo um verdadeiro cabo de guerra na busca de espaços perdidos. Basta observar o seu guia eleitoral para que se tire uma conclusão!

Caso venha a sofrer uma nova derrota eleitoral ficará – a última foi para o governador Ricardo Coutinho em 2010 – inevitavelmente com o seu prestígio político abalado. A perda de influência política será inevitável e, será catastrófica se sair apequenado do pleito, através de uma votação pífia, capaz de impedi-lo de disputar o segundo turno da eleição.

Ao perder a eleição, como já se desenha pelas pesquisas de opinião, tanto Maranhão, como o seu agrupamento político, indubitavelmente, sofrerá um golpe mortal que irá abalar toda uma estrutura conquistada aos longo do tempo. Sem sombras de dúvida, o seu decantado prestígio eleitoral tenderá a diminuir abruptamente, permitindo o surgimento de novas lideranças capazes de unificar e de dar uma nova dimensão ao PMDB.

Além do pleito em João Pessoa, o ex-governador Zé Maranhão, também deverá ficar bastante atento ao novo mapa eleitoral da Paraíba, que será definido à partir destas eleições. Caso o PMDB venha a perder força nas demais regiões, principalmente nas grandes cidades, a exemplo de Campina Grande, Guarabira, Pedras de Fogo, Sapé, Patos, Sousa e Cajazeiras, terá imensa dificuldade para perfilar o seu exército na busca do poder em 2014.

O certo é que Maranhão na sua ânsia de poder, talvez não tenha mensurado em tempo hábil, o peso de uma campanha na capital do Estado. De forma coronelística impôs a sua candidatura ao partido, impedindo que outros aspirantes, a exemplo do deputado federal Manoel Júnior, fosse para o confronto. Mesmo negando que exista alguma aresta é evidente que após o pleito e, diante de um provável insucesso, as escaramuças virão à tona.

A decisão imposta permitiu o surgimento de cizânias e cicatrizes dentro do próprio partido. E, o desconforto foi tanto, que ele se viu obrigado em vir à público para exigir a participação no pleito de algumas figuras de proa do partido. Alguns vieram, deram o seu recado, gravaram para o guia eleitoral e depois foram cuidar das eleições em suas bases.

De tanto perseguir a sua ambição, Maranhão talvez tenha se atrapalhado nessa encruzilhada determinante para o seu caminho. Basta vê o número da sua rejeição que é de 33% e apenas 18% de aceitação, conforme consta na última pesquisa do Ibope, o que o deixa atropelado pelos antagonistas Luciano Cartaxo – PT ( com 29%) e Cícero Lucena – PSDB (com 20%). Um pouco atrás vem Estela Bezerra – PSB (com 14%). Caso não mantenha

Diante de um possível atropelo, Maranhão está ameaçado de interromper uma longa estrada de cerca de 50 anos de política. Mais uma derrota em seu vasto currículo poderá ser o fim. Ainda deve está incutida na sua memória a fragorosa derrota que sofreu na última eleição para o Governo do Estado, quando se viu suplantado por uma maioria acachapante de mais de 150 mil votos.

O que era inimaginável há bem pouco tempo, já há quem admita que o todo poderoso ex-governador José Targino Maranhão, representa apenas a sua própria vontade de poder. Será? Ou ele terá forças capazes de impedir o surgimento de uma nova gangorra no caciquismo politico da Paraíba! Tem que ter cuidado, pois, se cair muitos estão interessados em ocupar o seu lugar. E o jogo será duro: sem nenhuma dó!

É esperar a abertura das urnas para que se tire as conclusões!