A CARNE QUE CONSUMIMOS (do Ingá Cidadão)
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INGÁ: A CARNE QUE CONSUMIMOS

DSC03898Transporte da carne consumida no Ingá é inadequado e sem higiene, desde o abate até a venda ao consumidor.

Além de problemas estruturais existentes há anos no matadouro público de Ingá, o transporte das carnes do gado abatido rumo ao mercado público na noite da sexta-feira e que será consumido pela população na feira do sábado, tem sido feito de maneira inadequada, sem higiene e fora dos padrões exigidos pela vigilância sanitária.

Segundo moradores da vizinhança do matadouro público, o carroção para o transporte de carnes é antigo tendo sido adquirido ainda na gestão do prefeito Iremar, há mais de 16 anos, e que atualmente se encontra quebrado.

Já no Matadouro Público foi feita praticamente uma reconstrução ainda na gestão do prefeito Renaldo Rangel, há 14 anos, sem que tenha havido nenhuma manutenção ou melhoramentos no prédio nos governos que se seguiram até os dias de hoje. Da mesma forma, o mercado público que foi construído ainda na época do prefeito Zé Grande há mais de 25 anos. Faltam investimentos nesta área que é de primordial interesse público.

Veja as condições das tarimbas na parte interna do mercado de Ingá:

A única pia para higiene das mãos localizada na entrada dos imundos banheiros

Há relatos de irregularidades também no manejo, confinamento e forma arcaica e primitiva do abate do animal.

A vigilância sanitária do município de Ingá foi criada também no governo do Dr. Renaldo Rangel, que instituiu oficialmente uma equipe de vigilância no primeiro concurso público realizado na sua gestão. Esta equipe fazia o trabalho de vigilância nos bares, restaurantes, trailler, escolas e órgãos públicos como o matadouro, porém com o fim de sua gestão, embora ainda exista, a equipe não tem mais nenhuma função operacional neste sentido, estando os funcionários em desvio de função. Quem perde com isso é o consumidor ingaense, que além de não ter sido restabelecida a sua feira livre, está há dois anos esperando por uma obra inacabada, e ainda consome uma carne sem os mínimos cuidados de higiene, em um carro de fretes que transporta qualquer coisa no mesmo espaço da carne.

Isto sem dúvida é uma questão de saúde pública. Estamos em época de eleição e por incrível que pareça, os reais problemas da cidade como este não são debatidos, desviando o debate para acusações, boatos e vidas particulares dos candidatos. Lamentável.