Decisão oficial da Polícia Civil do Distrito Federal desmonta suspeitas levantadas contra o ex-governador da Paraíba e destaca depoimento do pai de um dos adolescentes envolvidos no episódio
O ex-governador da Paraíba Ricardo Coutinho teve sua versão dos fatos fortalecida por uma decisão oficial da Polícia Civil do Distrito Federal. Nesta quinta-feira (5), a corporação determinou o arquivamento da ocorrência que envolvia o nome do político, após concluir que não existem elementos mínimos que indiquem a prática de qualquer infração penal.
A decisão representa um importante desfecho para Ricardo Coutinho, que teve seu nome exposto nacionalmente após acusações relacionadas a um episódio ocorrido nas proximidades do Centro Olímpico de Santa Maria, em Brasília.
No despacho, o delegado Alexander Traback Amorim de Oliveira foi categórico ao reconhecer que as suspeitas estavam fundamentadas essencialmente em percepções e interpretações de terceiros, sem comprovação objetiva de qualquer comportamento criminoso.
Um dos pontos mais relevantes da investigação foi o depoimento de um vigilante do Centro Olímpico, pai de um dos adolescentes presentes no local. Ouvido pela Polícia Civil, ele afirmou que Ricardo Coutinho não praticou qualquer conduta que pudesse configurar ilícito penal.
A autoridade policial também concluiu que não houve confirmação segura de que o ex-governador tenha convidado crianças para entrar em seu veículo ou realizado qualquer abordagem de natureza sexual, libidinosa ou criminosa.
A decisão é expressa ao reconhecer a ausência de justa causa para a persecução penal e a atipicidade da conduta atribuída ao ex-governador.
“DETERMINO O ARQUIVAMENTO, no âmbito desta unidade policial, da Ocorrência Policial nº 5.858/2026-20ªDP, por ausência de elementos mínimos indicativos da prática de infração penal”, estabeleceu o delegado.
O arquivamento ocorre após a própria Polícia Militar do Distrito Federal ter divulgado uma retratação oficial, corrigindo informações equivocadas sobre o episódio, inclusive a notícia de que Ricardo Coutinho teria sido preso.
O caso também ganhou um elemento relevante com a apresentação do registro de que o próprio ex-governador havia acionado a polícia antes dos demais chamados relacionados à ocorrência.
Depois de dias de exposição pública e repercussão negativa, Ricardo Coutinho passa a contar com uma decisão policial fundamentada que afasta a existência de elementos mínimos de crime nos fatos examinados.
O desfecho reforça a importância da responsabilidade na divulgação de acusações graves, especialmente quando envolvem a honra e a reputação de uma pessoa pública. A decisão não apenas determina o arquivamento da ocorrência, como registra expressamente a inexistência de elementos concretos que sustentem uma imputação criminal contra o ex-governador.
