
“Abre a tua boca, julga retamente e faze justiça aos pobres e aos necessitados.” Provérbios 31:9
“A força do direito deve superar o direito da força.” Rui Barbosa
Existem homens que atravessam a história e existem homens que ajudam a história a encontrar um rumo. Rui Barbosa pertence a essa segunda categoria. Jurista, advogado, político, diplomata, escritor e defensor das liberdades, fez da palavra um instrumento de combate contra a injustiça. Sua trajetória nos recorda que conhecimento sem consciência pode produzir arrogância, mas conhecimento acompanhado de princípios pode transformar sociedades. Para ele, defender o direito não era apenas conhecer leis: era compreender que por trás de cada direito existe uma pessoa cuja dignidade precisa ser respeitada.
Rui Barbosa compreendeu também a extraordinária força da educação. Uma nação não se torna verdadeiramente grande apenas por suas riquezas materiais, seus edifícios ou seu poder econômico. Sua grandeza começa na formação de seu povo. Educação abre os olhos, rompe correntes invisíveis e permite que homens e mulheres compreendam sua responsabilidade diante da sociedade. Por isso, investir na inteligência, na cultura e na formação moral das novas gerações é plantar sementes cujos frutos talvez não vejamos imediatamente, mas que poderão alimentar o futuro de toda uma nação.
Há, porém, momentos em que defender a verdade exige coragem. É fácil falar de justiça quando ela não nos custa nada; difícil é permanecer ao lado dela quando surgem pressões, interesses e ameaças. A Bíblia apresenta a justiça como um princípio inseparável do caráter daqueles que desejam andar segundo a vontade de Deus. Rui Barbosa, no campo da vida pública, deixou reflexões que continuam provocando nossa consciência: de que lado estaremos quando a força tentar substituir o direito? Permaneceremos em silêncio ou teremos coragem para defender aquilo que reconhecemos como justo?
Talvez uma das maiores lições deixadas por Rui Barbosa seja justamente esta: não devemos permitir que a repetição da injustiça nos faça perder a esperança na justiça. Quando a corrupção parece prosperar, quando a mentira recebe aplausos e quando a honestidade parece caminhar sozinha, ainda assim vale a pena permanecer íntegro. Deus não nos chamou para adaptar nossos princípios às circunstâncias, mas para sermos luz justamente quando as circunstâncias se tornam escuras. Que nossa palavra seja verdadeira, nossa consciência permaneça limpa e nossas escolhas sejam guiadas pela justiça, porque uma vida pode terminar, mas os princípios que ela defendeu podem continuar falando durante gerações.
“Maior que a tristeza de não haver vencido é a vergonha de não ter lutado!” Rui Barbosa
Graça e paz da parte do nosso Deus.
Prof. Matusalem Alves Oliveira
