
A Secretaria de Comunicação Social (Secom) do governo federal destinou R$ 499 milhões para publicidade veiculada na televisão entre janeiro de 2023 e maio de 2026. O montante representa um crescimento de 46% em relação aos R$ 342,8 milhões investidos durante os quatro anos do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Além do aumento nos investimentos, a distribuição dos recursos entre as emissoras também sofreu alterações. Veículos que registraram forte participação na publicidade oficial durante a gestão anterior perderam espaço, enquanto empresas que haviam recebido menor volume de verbas voltaram a ampliar sua presença nas campanhas institucionais do governo federal.
A TV Globo e suas afiliadas lideram o ranking de faturamento com recursos da publicidade oficial. Desde 2023, o grupo recebeu R$ 228,9 milhões, o equivalente a 46% de toda a verba destinada à televisão no período. Durante o governo Bolsonaro, a emissora havia recebido R$ 83,6 milhões, o que representa um aumento de 173,8% na atual gestão.
A Record aparece na segunda posição, com R$ 111,7 milhões recebidos desde o início do terceiro mandato de Lula. No governo anterior, a emissora havia registrado R$ 93,5 milhões em contratos, o que corresponde a um crescimento de 19,5%.
Já o SBT ocupa o terceiro lugar entre as emissoras que mais receberam recursos federais, acumulando R$ 65,6 milhões em publicidade oficial desde 2023. Apesar do volume expressivo, o valor representa uma queda de 19% em comparação aos R$ 81 milhões recebidos entre 2019 e 2022.
A Band soma R$ 38,2 milhões em contratos, alta de 29,1%, enquanto a RedeTV! contabiliza R$ 9,7 milhões, com redução de 12,8%.
Entre os maiores crescimentos proporcionais estão a TV Cultura, que passou de R$ 619 mil para R$ 2,68 milhões, avanço de 334%, e a CNN Brasil, que alcançou R$ 3,5 milhões, crescimento de 187%.
Por outro lado, a Jovem Pan registrou uma das maiores retrações. A emissora recebeu R$ 666,8 mil em publicidade federal no atual governo, valor 40,6% inferior ao obtido durante a administração Bolsonaro, quando havia faturado cerca de R$ 1,1 milhão.
Confira os valores pagos às emissoras e a comparação com o governo Bolsonaro:
- Globo: R$ 228.892.223,58 (+173,8%)
- Record: R$ 111.755.304,83 (+19,5%)
- SBT: R$ 65.660.329,09 (-19,0%)
- Band: R$ 38.219.411,32 (+29,1%)
- RedeTV: R$ 9.705.851,34 (-12,8%)
- CNN Brasil: R$ 3.532.518,32 (+187%)
- Turner: R$ 3.519.306,64 (-38,0%)
- EBC: R$ 3.318.307,43 (+44,9%)
- TV Cultura: R$ 2.686.209,23 (+334,0%)
- CNT: R$ 1.145.034,71 (+78,1%)
- Fundação Casper Libero: R$ 845.006,38 (+9,2%)
- Jovem Pan: R$ 666.879,02 (-40,6%)
- Sony: R$ 641.762,18 (-48,7%)
- Canção Nova: R$ 471.221,38 (-55,1%)
- Disney: R$ 470.614,04 (-56,8%)
- Discovery: R$ 450.812,12 (-77,4%)
- Sara Nossa Terra: R$ 444.193,04 (-65,0%)
- Boa Vontade: R$ 355.681,97 (-60,4%)
- Evangelizar: R$ 294.897,60 (-70,0%)
- União: R$ 276.605,54 (-51,4%)
- Nova Brasil: R$ 185.866,83 (+159,7%)
- Olé: R$ 163.895,50 (+425,8%)
- Mix: R$ 144.880,00 (-)
- Trip: R$ 106.921,44 (+49,4%)
- Fundação Nazaré: R$ 96.178,61 (-5,4%)
- Gazeta: R$ 72.245,32 (+771,7%)
- Feliz: R$ 34.376,49 (+4,6%)
- Milícia Da Imaculada: R$ 24.057,60 (+16,9%)
- O Povo: R$ 4.125,89 (-92,8%)
CRÉDITOS:
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