Presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos – PB) – Foto: Marina Ramos/Câmara dos Deputados

A aprovação da chamada PEC da Segurança Pública na Câmara dos Deputados acendeu um alerta entre entidades policiais, que denunciam perda de direitos e falta de diálogo durante a tramitação da proposta.

De acordo com análise publicada pelo Poder360, representantes do setor afirmam que a categoria foi ignorada ao longo das discussões, mesmo sendo diretamente afetada pelas mudanças no texto.

A principal queixa gira em torno da retirada de garantias e da ausência de debate com policiais civis e outras forças de segurança, o que gerou forte insatisfação dentro das corporações. Entidades apontam que decisões foram tomadas sem ouvir quem está na linha de frente do combate ao crime.

Além disso, pontos polêmicos da proposta, como mudanças estruturais na segurança pública e a criação de novas atribuições para guardas municipais, também aumentaram a tensão entre os profissionais da área.

Nos bastidores, cresce a pressão sobre lideranças políticas, especialmente sobre o presidente da Câmara, Hugo Motta, que vem sendo citado por entidades como omisso diante das críticas e reivindicações da categoria.

Para os policiais, a condução da PEC representa não apenas um erro político, mas um risco direto à estrutura da segurança pública no país, ao alterar regras sem consenso e, segundo eles, enfraquecer direitos históricos da categoria.