Paraíba ganhará dez arrecifes artificiais e museu dentro d’água

Paraíba ganhará dez arrecifes artificiais e museu dentro d’água

O objetivo, segundo o governador João Azevêdo (PSB), é recuperar a biodiversidade.

O Governo da Paraíba anunciou na manhã desta terça-feira (17) a criação de dez arrecifes artificiais nos próximos meses, além da instalação de um museu subaquático. A ação será conjunta com o Instituto Federal da Paraíba (IFPB) e faz parte do Programa Estratégico de Estruturas Artificiais Marinhas da Paraíba (Preamar), que visa restauração ecológica dos corais na orla.

O objetivo, segundo o governador João Azevêdo (PSB), é recuperar a biodiversidade, fomentar o turismo náutico e subaquático e colaborar com o manejo da pesca na Paraíba.

“É um projeto que você se encanta. Serão criados pelo menos dez pontos de arrecifes artificiais, isso promove, agregando e trazendo vida para nossa orla. Para quem mergulha, a gente tem diversos pontos que você tem muita areai no fundo, e que a gente possa criar esses corais. Isso será uma novidade, um projeto importante e daremos atenção para que ele comece o mais rápido possível”, disse.

O diretor-presidente da Cinep, Rômulo Polari Filho, previu uma grande movimentação turística com a construção dos arrecifes. “A gente vai movimentar a economia com o turismo náutico. Isso é um grande objetivo de destaque na região Nordeste. A gente vai criar um museu dentro d’água”, adiantou.

Programa Estratégico de Estruturas Artificiais Marinhas da Paraíba

O valor dos investimentos para o projeto PreAmar foi estimado pela CINEP em R$ 2,5 milhões. O Programa será desenvolvido ao longo de quatro anos e tem como meta o lançamento de 10.000 blocos de recifes artificiais, possivelmente, em 10 pontos da plataforma continental rasa do Estado da Paraíba.

As áreas serão definidas após a realização de estudos ambientais com a participação dos segmentos ligados ao turismo, pesca e navegação. Além disso, será definida uma área para mergulho temático e realizadas técnicas de restauração ecológica dos ambientes coralíneos naturais.

A primeira fase dos trabalhos consiste no planejamento, diagnósticos ambientais e reuniões públicas com a comunidade. Na segunda fase do programa, serão instaladas as estruturas em concreto, em locais previamente determinados; por último, será feito o monitoramento do resultado das ações do Programa.