O ex-governador e pré-candidato ao Senado Federal João Azevêdo (PSB) rebateu, nesta quinta-feira (28), as declarações do secretário de Desenvolvimento Econômico de João Pessoa, Bruno Farias, e classificou como “absurdas” e ofensivas as críticas feitas pelo auxiliar da Prefeitura da Capital sobre sua pré-candidatura ao Senado Federal.

Durante entrevista, o ex-governador afirmou que não pretende “perder tempo” respondendo aos ataques e disse que a população paraibana conhece sua trajetória administrativa e sua capacidade de trabalho.

“Não, olhe, isso é de um absurdo tão grande e de uma ofensa tão grande que eu me recuso a responder. Todo mundo sabe, a Paraíba conhece a minha capacidade de trabalho. Não preciso provar isso para ninguém, muito menos para esse vereador”, declarou João Azevêdo em entrevista ao programa 60 Minutos, da rádio Arapuan FM.

O ex-governador também reagiu à fala de Bruno Farias de que o Senado não poderia ser tratado como “prêmio de aposentadoria” e afirmou que ainda pretende continuar produzindo politicamente.

“Minha intenção de estar colocando meu nome ao Senado é para continuar fazendo e produzindo muito mais do que muitos jovens que se dizem que produzem alguma coisa”, afirmou.

João ainda classificou as declarações como etaristas e sugeriu que o tom adotado pelo secretário demonstra “desespero”. “Isso é etarismo, isso é ofensa. Ele desceu a um nível, talvez, de desespero”, completou.

A reação acontece após Bruno Farias criticar publicamente a possibilidade de apoiar João Azevêdo para o Senado. Em entrevista concedida nessa quarta-feira (27), o secretário afirmou ter “dificuldade enorme” em votar no ex-governador e declarou que o Senado exige atuação política intensa.

“Eu particularmente tenho uma dificuldade enorme em votar numa pessoa que enxerga o Senado como um pijama de seda, uma pantufa e uma cadeira de papai. O Senado não pode ser um prêmio à aposentadoria”, disparou Bruno Farias.

O secretário também relembrou falas anteriores de João Azevêdo sobre ter “alergia” à política e questionou como alguém com esse posicionamento poderia exercer mandato no Senado Federal.