Governo Bolsonaro nem começou e já ostenta o estandarte da corrupção

Governo da Paraiba

Governo Bolsonaro nem começou e já ostenta o estandarte da corrupção

Faça sol ou faça chuva, de uma realidade o eleitor e a eleitora de Bolsonaro não podem escapar. O governo do capitão eleito presidente da República nem começou e já ostenta a marca da corrupção. Traz à testa agora a marca da maldade. O estigma do malfeito. A nódoa. O câncer.

Terrível este fato, principalmente para quem armazenou, bebeu e manipulou óleos e essências do ódio na campanha.

Ruim para quem detratou amigos e achincalhou parentes, rompeu com e se afastou de antigos afetos sob o argumento de que estava – ao defender o voto no direitista autoritário deputado federal – combatendo corruptos a serviço de uma candidatura livre da patifaria.

Qual o quê, é de se dizer como na canção de Chico Buarque. Pior é que, no caso que estamos comentando, não há açúcar. Muito menos afeto. Trata-se do protagonismo bizarro do futuro ministro da Casa Civil Onyx Lorenzoni no picadeiro da bandalheira que levou tanta gente da política para a cadeia nos últimos tempos.

Atenção, não estou afirmando que o futuro governo será corrupto, não, pois não tenho bolas de cristal para sair antevendo o que será que haverá nas terras do benvirá. Muito menos afirmando que o atual ministro extraordinário para coordenação da transição seja corrupto.

Estou dizendo, comentando, o que o noticiário escancara, o fato de que ele está sendo investigado pela prática de caixa 2, prática que o Ministério Púbico Federal considera crime.

Na definição clássica, “corrupção é o crime praticado por agente público (político ou funcionário público) que recebe uma vantagem ilegal, como dinheiro ou outro tipo de benefício, para atuar em favor de um interesse privado”.

Um agente público que recebeu doação não declarada da JBS, logo essa empresa, como no caso do futuro ministro Onyx, atrai para si, e para o governo que vai integrar, a pecha de corrupto. Há quem diga que a lei não considera caixa 2 uma prática corrupta. Mas o senso comum que ativa a opinião pública acha que é sim.
E tanto é assim que o vice-presidente eleito forçou a barra para a saída do ministro investigado, sob a chancela do STF. E até obrigou o presidente eleito a dizer que usaria sua arma secreta contra malfeitos, a caneta Bic, para afastar quem destoar do perfil – já contaminado por quatro investigados por práticas ilegais – do futuro governo.

O presidente eleito, que disse tantas vezes que sonegar impostos é bom, que declarou que usava dinheiro público para “comer gente” e que mantinha uma funcionário fantasma no gabinete em Brasília, terá que engolir o bolo indigesto que está fermentando entre os generais que ele próprio convidou para governar com ele, generais que estão estrilando de ira por causa do futuro colega da Casa Civil.
Vamos torcer para que tudo dê certo.

Paraiba Já

Comentários

  1. Por Marconi

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