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80 ANOS DE TOMBAMENTO DAS ITACOATIARAS DO INGÁ (Neto Lira)

 

O sítio das Itacoatiaras do Rio Ingá (PB) é o conjunto de gravuras rupestre mais expressivo do Brasil. Ele foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) em 29 de maio de 1944, sendo inscrito no Livro do Tombo das Belas Artes e no Livro do Tombo Histórico, com a característica ímpar de ser o primeiro sítio de arte rupestre protegido no Brasil. Então, neste ano que se completam 80 anos do tombamento da Pedra do Ingá é justo conhecermos um pouco dessa história.

Por meio do Ofício Nº 1108 de 22 de dezembro de 1943 enviado por Heloísa Alberto Torres, então diretora do Museu Nacional, ao diretor do SPHAN, Rodrigo Melo Franco de Andrade, podemos conhecer o início desse processo de tombamento, já que a referida alegou o seguinte:

“Senhor Diretor,
Tendo sido enviado à Secção de Antropologia e Etnografia deste Museu, uma carta-relatório do Sr. José Antero Pereira Junior juntamente com documento fotográfico, cuja cópia vai anexada ao presente ofício, sobre as Itacoatiaras de Ingá, pareceu-nos digna de apoio a ideia do Sr. José Antero no sentido de serem as referidas itacoatiaras protegidas contra depredações, pelo menos até que se proceda a estudos, cujo resultado indicará a conveniência de levantamento ou manutenção do tombamento.”

A diretora do Museu Nacional destacava, então, a necessidade da proteção contra depredações. E resumidamente tal ação resultou na inscrição do sítio arqueológico das Itacoatiaras do Rio Ingá no Livro do Tombo 2 (Histórico) e no Livro do Tombo 3 (Belas Artes) em 29 de maio de 1944. Portanto, essa data deve ser relembrada para rememorarmos que é dever de todo ingaense, paraibano e brasileiro contribuir com a proteção das Itacoatiaras do Ingá, tão importante patrimônio nacional!

Neto Lira – @netolira05