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79 ANOS DO TOMBAMENTO DAS ITACOATIARAS DO INGÁ

Hoje é uma data muito importante para a nossa querida Pedra do Ingá. Em 29 de maio de 1944 a mesma foi elevada a Patrimônio Nacional com seu tombamento.

Por isso essa data deve ser relembrada para lembrarmos que é dever de todo ingaense, paraibano e brasileiro contribuir com a proteção das Itacoatiaras do Ingá, tão importante patrimônio nacional!

E para conhecer um pouco dessa história, confira a postagem a seguir:

79 ANOS DO TOMBAMENTO DAS ITACOATIARAS DO INGÁ

O sítio das Itacoatiaras do Rio Ingá (PB) é o conjunto de gravuras rupestre mais expressivo do Brasil. Ele foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) em 29 de maio de 1944, sendo inscrito no Livro do Tombo das Belas Artes e no Livro do Tombo Histórico, com a característica ímpar de ser o primeiro sítio de arte rupestre protegido no Brasil.¹ Então, neste ano que se completam 79 anos do tombamento da Pedra do Ingá é justo conhecermos um pouco dessa história.

 

Por meio do Ofício Nº 1108 de 22 de dezembro de 1943 enviado por Heloísa Alberto Torres, então diretora do Museu Nacional, ao diretor do SPHAN, Rodrigo Melo Franco de Andrade, podemos conhecer o início desse processo de tombamento, já que a referida alegou o seguinte:

 

“Senhor Diretor,

Tendo sido enviado à Secção de Antropologia e Etnografia deste Museu, uma carta-relatório do Sr. José Antero Pereira Junior juntamente com documento fotográfico, cuja cópia vai anexada ao presente ofício, sobre as Itacoatiaras de Ingá, pareceu-nos digna de apoio a ideia do Sr. José Antero no sentido de serem as referidas itacoatiaras protegidas contra depredações, pelo menos até que se proceda a estudos, cujo resultado indicará a conveniência de levantamento ou manutenção do tombamento.

Como poderá ver Vossa Senhoria justifica-se tal medida por:

  1. a) parecer ser a Itacoatiara do Rio Ingá, situada cerca de um quilometro a sudeste da cidade do mesmo nome, na Paraíba, um monumento de importância pelo vulto das gravações e pela sua feitura.”²

 

A diretora do Museu Nacional destacava, então, a importância das Itacoatiaras do Ingá e também a necessidade da sua proteção contra depredações. E resumidamente tal ação resultou na inscrição do sítio arqueológico das Itacoatiaras do Rio Ingá no Livro do Tombo 2 (Histórico) e no Livro do Tombo 3 (Belas Artes) em 29 de maio de 1944. Portanto, essa data deve ser relembrada para lembrarmos que é dever de todo ingaense, paraibano e brasileiro contribuir com a proteção das Itacoatiaras do Ingá, tão importante patrimônio nacional!

 

¹ IPHAN.  Itacoatiaras do Rio Ingá (PB). http://portal.iphan.gov.br/pagina/detalhes/824

² Ofício Nº 1108 de 22 de dezembro de 1943 localizado no Processo Nº 0330-T-43 da Rede de Arquivos do IPHAN.

Figura: Fotografia de Clerot retirada da produção “Itacoatiaras” de José Anthero Pereira Junior na Revista do Arquivo Municipal de 1943.

 

Pesquisador: J. B. Lira Neto.

Data: 29/05/2023