NÃO SE DEVE EXIGIR COMPROMISSO NO SEXO (Prof. Marcos Bacalháo)

Governo da Paraiba

 

 

            No tempo de nossos avós, quando a mulher perdia o marido, estava condenada ao luto eterno. Mesmo que não fosse viúva, vestia-se de preto e passava o resto da vida a viver apenas por procuração, dedicando-se apenas aos filhos e depois aos netos.

            Hoje isto mudou muito: poucas são as mulheres dispostas a renunciar à própria sexualidade e aos próprios sentimentos. As viúvas estão aprendendo a deixar os mortos descansando em paz e a se  ocuparem do que cabe aos vivos viver e ser feliz. Um verdadeiro amor é imortal e permanece vivo numa dimensão superior da memória, onde guardamos nossos tesouros mais queridos. Mas a vida não admite estagnação nem inércia e pede de todos nós um compromisso  permanente em busca da felicidade.

            Porém, as mulheres de um certa idade quando perdem o marido, seja por morte ou por separação, se veem confortadas com uma situação nova, com a qual têm, em geral, muita dificuldade para lidar. Estão sozinhas, convivendo com um novo universo de relacionamento amorosos para o qual não estão preparadas. O assédio masculino a que estavam habituadas na juventude desapareceu.

            A partir dos quarenta anos, ou até mesmo antes, existem muito mais mulheres do que homem, com interesse em cultivar uma relação amorosa. Os poucos homens que aparecem, sabendo da situação favorável em que se encontram no mercado amoroso, mostram-se exigentes, principalmente no que diz respeito  a algo que é um ponto extremamente sensível para a maioria das mulheres viúvas recém-separadas; o relacionamento sexual.

            Torna-se necessário que a mulher aprenda a conviver com os homens nesse novo ambiente. Pois ela precisa compreender que a sexualidade não pode mais ser  um tabu aos cinquenta anos de idade, como era aos vinte. Além disso, os tempos mudaram e a visão que nossa cultura tem hoje na vida sexual evoluiu significativamente nos últimos quarenta anos para uma atitude de maior aceitação da atividade sexual independente de casamento. É preciso compreender que o relacionamento sexual é uma forma de aproximação de conhecimento entre suas pessoas e que não pode implicar em um compromisso. Se  chegar a haver compromisso, ele estará alicerçado, entre outras coisas, exatamente na qualidade do relacionamento sexual que o casal exige.

            A nossa sociedade é perversa e irresponsável. Incita o jovem a viver o sexo de maneira precoce e sem compromisso, e depois fica  apavorada com a tristeza das meninas grávidas. Isto é fruto da destruição da família, do chamado “amor livre”, e do comércio vergonhoso que se faz do sexo através da televisão, dos filmes eróticos, das revistas pornográficas e, agora, até através do telefone e da internet.

            E o que se oferece agora, a essas pobres meninas, é o veneno da Pílula do Dia Seguinte, uma bomba hormonal abortiva, 10 vezes mais forte que a pílula anticoncepcional comum. É a promoção pública da depravação sexual e destruição da família.

            Veja jovem, quanta tristeza causa o sexo fora e antes  do casamento.

            Cuidem-se agora, amanhã, poderá ser tarde demais!