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Blog do Vavá da Luz

Boqueirão: mais uma aula no reencontro com o professor Carlos Dunga

 

Ontem, 29 de agosto de 2026, sob o sol do Cariri, vi meu pai colher, ainda em vida, o afeto nascido do bem que semeou ao longo de sua história.

Aos 80 anos, o professor Carlos Dunga viveu a alegria de rever alunos, colegas e amigos de uma vida inteira. Em cada rosto, uma lembrança. Em cada palavra, um gesto de gratidão. Enquanto caminhava entre tantas pessoas, Boqueirão reconhecia nele o seu mestre: o professor, o homem que sempre ajudou os outros sem jamais apresentar a fatura.

Sem quadro, giz ou sala de aula, sua própria história oferecia mais uma lição: vale a pena atravessar a vida fazendo o bem.

Há momentos que o tempo não apaga. Ao contrário: transforma-os em memória e, na hora certa, em presença. Ontem foi um desses momentos uma dessas conspirações do universo reservadas a quem constrói sua história fazendo o bem.

Já se disse que a palavra proferida e a flecha lançada não voltam atrás. Quando a palavra leva ensinamento, apoio, conforto, verdade e fé, ela encontra o coração e acalanta a alma. E, quando a flecha segue reta na direção do bem, seu percurso se cumpre sob o olhar de Deus.

Meu pai passou a vida distribuindo palavras que ensinaram e gestos que acolheram. Entre pessoas de diferentes gerações, ofereceu trabalho, presença e verdade. Ontem, esteve cercado pelos frutos dessa caminhada: afeto, respeito e gratidão.

Nada mais justo do que ver o tempo, em sua justeza, retribuir a quem tanto fez pelos outros.

Conexão entre pessoas é isso: o bem que parte, percorre o mundo e, um dia, retorna em forma de amor.

Valeu, Boqueirão!

Nós te amamos, professor Carlos Dunga.

De um dia de domingo
30 de agosto de 2026
Carlos Marques Dunga Jr.

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