Aos 59 anos de idade, a maturidade faz entender muito mais as coisas dessa vida. Hoje eu sei mais o que é o passar dos dias, atravessar as quatro estações, a preciosidade dos segundos, minutos e horas.
E tudo vai se tornando não somente um aprendizado no decurso atravessado, mas uma parada maior para analisar os processos e as pessoas, não agir mais no rompante ou explosão e ser mais prudente e executor do silêncio. É fruto da maturidade dos dias rir enquanto enxerga a performance do injusto, do perverso e do algoz, faz todos se resumirem à insignificância de seu ser.
Respirar mais, dormir mais, estar perto de quem soma, contemplar a chuva que cai, amar quem te ama, brincar com tua neta, plantar o milho, segurar na mão de quem dorme e acorda ao teu lado, dar a bênção ao pai e mãe, ouvir o conselho dos filhos, contemplar o crescimento desses filhos é tudo alimento para essa tal maturidade.
Aos 59 anos, a paz, o amor e a fé não mais permitem a dor sentida e sim a ressignificação em essência para a contemplação do legado criado.
De um dia de domingo
19/04/2026
Carlos Marques Dunga Jr