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Blog do Vavá da Luz

Meta restringe Lula nas redes sociais sem explicações

Lula. Foto: Divulgação/Agência Brasil

Começou a interferência americana? Em 23 de setembro de 2026, a Meta tomou a decisão de bloquear a conta de anúncios da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva no Facebook.

Informações do Metrópoles. Isso significa que, na reta final do primeiro turno das eleições presidenciais, a campanha ficou impossibilitada de veicular novas propagandas pagas na plataforma.

O momento é considerado extremamente delicado, já que a comunicação digital é uma das principais ferramentas de alcance de eleitores.

 

A coligação Brasil Pronto pra Mais e o Partido dos Trabalhadores (PT) reagiram imediatamente, solicitando à Meta uma revisão humana da decisão. O pedido exigia que a conta fosse restabelecida em até seis horas, argumentando que a medida poderia comprometer a estratégia eleitoral e a igualdade de condições entre os candidatos.

De acordo com os advogados da campanha, a justificativa apresentada pela Meta foi vaga: a empresa afirmou apenas que “algumas atividades não seguem nossas regras”. Não houve detalhamento sobre quais normas teriam sido violadas, nem exemplos concretos de irregularidades. Essa ausência de transparência é vista como problemática, especialmente em um contexto eleitoral.

O secretário de Comunicação do PT, Éden Valadares, comentou no Twitter.

“As evidências de interferência estão todas aí, continuam a se repetir e já denunciamos isso publicamente. Eu venho denunciando o papel parcial das plataformas desde dezembro do ano passado em artigos e entrevistas para a imprensa, nossa campanha já denunciou formalmente mais de uma vez ao TSE, e o próprio presidente Lula denunciou isso no plenário da ONU”, disse no X.

A campanha classificou a decisão como “unilateral e imotivada”, destacando que ela representa um risco grave à equidade da disputa. Sem acesso ao impulsionamento de anúncios, a comunicação com milhões de eleitores pode ser prejudicada, justamente nos últimos dias antes da votação.

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