
> “Corra, porém, o juízo como as águas, e a justiça, como o ribeiro impetuoso.” Amós 5:24
“Coragem é a resistência ao medo, o domínio do medo, e não a ausência do medo.” Mark Twain
Elizabeth Teixeira é uma dessas personagens que ultrapassam as fronteiras do próprio tempo. Nascida em Sapé, na Paraíba, fez de sua existência um testemunho de coragem, resistência e compromisso com os trabalhadores do campo. Ao lado de João Pedro Teixeira, participou das Ligas Camponesas e enfrentou as desigualdades que condenavam inúmeras famílias rurais à exploração, ao silêncio e ao abandono.
Em 1962, o assassinato de João Pedro tentou arrancar de Elizabeth não apenas o esposo e companheiro, mas também a esperança. Entretanto, em vez de abandonar a caminhada, ela assumiu a liderança da Liga Camponesa de Sapé. Sua voz tornou-se ainda mais firme, proclamando que a terra, o trabalho e a dignidade não deveriam ser privilégios de poucos, mas direitos de todos.
Com o golpe militar de 1964, Elizabeth foi perseguida, presa e obrigada a viver na clandestinidade, separada de grande parte de sua família. Sob outro nome, carregou durante anos as lembranças de sua casa, de seus filhos e de sua luta. Todavia, nem a perseguição, nem o medo, nem o sofrimento conseguiram apagar sua identidade. Elizabeth permaneceu viva porque sua esperança era maior do que aqueles que desejavam silenciá-la.
Sua história nos ensina que existem pessoas que não apenas atravessam a História: elas ajudam a transformá-la. Elizabeth Teixeira tornou-se símbolo da resistência feminina, da luta camponesa e da defesa da justiça social. Sua trajetória recorda que toda causa verdadeiramente humana exige coragem, perseverança e fé. Enquanto houver alguém disposto a levantar a voz em favor dos esquecidos, a semente da justiça continuará florescendo.
“A esperança tem duas filhas lindas: a indignação e a coragem.” Santo Agostinho
Graça e paz da parte do nosso Deus.
Prof. Matusalém Alves Oliveira
