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Blog do Vavá da Luz

A ‘surubalização’ política da eleição de 2026 na Paraíba (Por Heron Cid)

 

Virou normal a transa eleitoral de candidatos de chapas adversárias. Um adultério partidário casual consentido.

Atenção: retire as crianças da sala. O Departamento de Censura do Blog adverte: este texto não é recomendável para menores de 18 anos. Se você tem dessa idade para cima continue a leitura, mas com moderação. O autor não se responsabiliza por faces ruborizadas ou violação a sentimentos pudicos.

É que o grosso da política paraibana decidiu carnavalizar em 2026. Baixou as calças e assumiu a promiscuidade como lema. De tão praticado, o ‘swing’ entre grupos antagônicos passou ao nível da institucionalização.

Virou normal a transa eleitoral de candidatos de chapas adversárias. Sem nenhum rubor ou constrangimento mínimo. Um adultério partidário casual consentido.

Começou com prefeitos que praticam ‘poliamor’ com senadores de lados distintos. Mas também tem senadores de uma chapa fazendo dobradinha com apoiadores do candidato a governador da outra. E candidatos ao governo negociando votos com senadores de outros partidos e chapas.

Ninguém se assusta ao ver um candidato de um lado chegando no evento do adversário que prega um voto contra a chapa do visitante. Isso com flagrantes de fotos, ‘V’ da vitória e gritos de guerra.

Para renovar mandatos, deputados também entraram nas fantasias. Fazem troca-troca de votos com todas as tribos e frequentam atos de campanha de adversários do seu grupo, com a candura de uma freira em cabaré.

Chamo a isso de “surubalização” eleitoral. Mas temo ser injusto com o termo e com os adeptos da suruba. Esses pelo menos a praticam entre quatro paredes e com regras. Já os swingers da política paraibana não estão nem aí. Trocam de alianças e devassam em praça pública e à luz do dia pra todo mundo ver. Só pelo prazer de penetrar um mandato nas urnas.

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