
Falência institucional
O país oficial está morrendo de septicemia de corrupção generalizada, podendo infectar a nação.
É preciso que o povo acorde antes que tudo se desintegre.
Na Paraíba, um município que realizou novas eleições há dois dias já tem o prefeito afastado, após ser proclamado eleito.
No plano nacional, a Comissão Parlamentar de Inquérito do Crime Organizado deu um passo ainda mais grave: pediu o indiciamento de três ministros do Supremo Tribunal Federal — Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Gilmar Mendes — além do Procurador-Geral da República, Paulo Gonet.
Não se trata aqui de culpa formada. Trata-se de algo mais profundo: o abalo da própria estrutura de confiança institucional.
Quando os vértices do sistema passam a ser formalmente acusados no interior do próprio sistema, o problema deixa de ser episódico. Torna-se estrutural.
A questão já não é jurídica, mas civilizatória.
Um país pode sobreviver a escândalos. Pode atravessar crises políticas. Pode suportar erros — até graves. Mas não sobrevive à perda generalizada de confiança.
Se aqueles que julgam são colocados sob suspeita, e se a suspeita já não encontra um foro indiscutido para ser resolvida, instala-se um vazio perigoso: o da autoridade sem legitimidade.
É nesse ponto que a história costuma cobrar seu preço.
Não é ainda o fim. Mas é, sem dúvida, um dos momentos mais delicados de nossa travessia.
https://www1.folha.uol.com.br/poder/2026/04/relator-de-cpi-do-crime-organizado-pede-indiciamento-de-moraes-toffoli-gilmar-e-gonet.shtml?fbclid=IwdGRjcARLAe9leHRuA2FlbQIxMQBzcnRjBmFwcF9pZA8xNzM4NDc2NDI2NzAzNzAAAR4OYqgGAWonN_IXV_fb_o9ELjdMdUxZxseMm2aS795wANF-P0P6aSfkgQgV-A_aem_QQORgnzvOVwd_IcVQKFMIQ&utm_id=97758_v0_s00_e0_tv0