Três garrafas sobraram de Caná
do vinho que nos trouxe a salvação.
Uma delas é guardada em coração,
que a ninguém foi possível revelar.
Onde e como a eternidade foi guardar
é um segredo que o final vai nos trazer,
com o Cristo, o messias, a benzer
os escolhidos ao altar celestial.
Nem um vinho terá sido tão igual
àquele que Jesus veio fazer.
Outra garrafa foi servida numa ceia
e repartida, por Jesus, junto com o pão.
Ensinava, nosso mestre, a comunhão
que por tempos passou por nós alheia.
Entregar o necessário a quem anseia
ter na vida o alimento consagrado
é o milagre que ali foi ensinado
e é repetido, para sempre, na igreja.
Que na hóstia o humano ainda se veja
como o Cristo que remiu nosso pecado.
A terceira foi o vinagre do calvário
que o verdugo sem o saber ofereceu.
Ao tocá-lo o salvador, Jesus, morreu
e se entregou ao espírito libertário.
No ocaso, foi pintado um cenário
para os mortos com a tal ressurreição.
E o vinagre que nos trouxe a salvação,
foi do vinho já servido em Caná.
Com a alegria de a Jesus poder olhar
e tratá-lo como um Deus, sendo irmão.