Quando você parou de cantar? Eu não parei. Canto no banheiro, no carro, na igreja, na rua e na fazenda. Canto porque isso me reconecta comigo mesmo. Porque, quando eu canto, eu me escuto. E, quando me escuto, eu me ajusto, volto pro tom, volto pra mim.
Quando você parou de sorrir? Eu sigo sorrindo. Às vezes sem motivo, às vezes sem entender, mas sorrindo muito. Porque já entendi uma coisa, podem até tentar me fazer chorar, mas Deus me quer sorrindo. E o meu sorriso é largo, é verdadeiro. É de dia e de noite. É paz. É bem. É meu sorrir que faz bem à minha alma.
E me diga, quando você parou de falar com Deus? Porque eu, mesmo quando não falei, Ele falou comigo. Me acordou, me tocou, me levantou, me deu coragem para atravessar todas as estações. E, no silêncio mais fundo, eu ouvi: Eu sempre estou aqui perto, muito perto. Ouvi teu cantar, vi teu sorriso e sempre sigo contigo.
No fim, talvez a vida seja só isso: não parar de cantar, não desistir de sorrir, e nunca deixar de conversar com Deus.
De um dia de Domingo, 22/03/2026
Carlos Marques Dunga Júnior