Pular para o conteúdo

Blog do Vavá da Luz

Eleições todos os anos (Marcos Pires)

Calma, ao final vocês encontrarão lógica ou razão na ideia. Por enquanto vamos aos fatos que não podem ser desmentidos.

É na aproximação das eleições que os candidatos, sejam detentores de mandatos ou não, gastam fortunas com o objetivo de serem eleitos, ok? Portanto este primeiro fato está provado e isso significa que mais dinheiro circula, melhorando as possibilidades da economia. Menos importa que a quase totalidade dessa grana tenha origem ilícita e venha a ser gasta ao arrepio da lei eleitoral. Trata-se de um preciosismo que beira a ingenuidade.

Também é um fato provado que quando chega a época das eleições, os governos estaduais e principalmente as prefeituras municipais contratam mais servidores temporariamente e a eles dão o carinhoso apelido de comissionados. Vê-se de logo que diminui assim a taxa de desemprego e novamente se repete o aquecimento da economia. Invejosos dirão que esses contratados são sempre apaniguados de algumas lideranças políticas cujo curral de votos os candidatos pretendem aditar aos seus estoques eleitorais. A inveja mata, viu? Quem manda não ter nascido aparentado com os líderes políticos locais? Se bem que sempre dá para casar com a filha do dono dos votos e usufruir do parentesco forçado, né?

Porém o que mais fascina na época das eleições é a quantidade de verdades que os candidatos dizem uns dos outros. Tem pra todos os gostos. O candidato A diz que o candidato B roubou a grana da merenda escolar, foi processado e preso por isso. Ao invés de se explicar ou se defender, o candidato B atribui ao candidato A uma verdade que supera o fato dele ser ladrão; é o adversário ser corno. O eleitorado adora, vai ao delírio. Principalmente quando o candidato B elenca as traições e os autores dos chifres que o candidato A suportou. Porém o máximo é quando o candidato B assume que ele mesmo já namorou a esposa do candidato A. Nem novela da Globo é tão interessante, mesmo porque essas denúncias seguem-se em capítulos diários, até o dia fatídico das eleições.

A partir daí cessa completamente o interesse dos políticos pela situação econômica e desemprego dos eleitores. Pior ainda, o ladrão de merenda e o corno juntam-se numa aliança em nome da tal governabilidade.

A economia, o pleno emprego e a diversão estariam mais garantidos com eleições anuais, pois não?

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *