
Com a chegada do Carnaval, quem está em um relacionamento monogâmico pode pensar em abrir a relação; veja como lidar com esse sentimento
O Carnaval é conhecido por ser uma época de libertinagem e permissividade, não à toa, tem gente que chega a terminar o relacionamento só para não perder nada da folia. Mas, nos últimos anos, com as redes sociais e o aumento dos relacionamento não-monogâmicos, muitas pessoas se questionam: vale a pena abrir o relacionamento só para o Carnaval?
Segundo o neurocientista e mestre em psicologia Fabiano de Abreu Agrela, abrir um relacionamento não é uma decisão pontual, mas um acordo em constante construção, no qual ambos consentem com envolvimentos externos sem que isso seja entendido como traição.
No contexto do Carnaval, esse movimento tende a se intensificar. De acordo com o especialista, muitos casais optam por abrir a relação movidos por inúmeros motivos, como o sentimento de pertencimento social.
“No Carnaval, os casais costumam abrir o relacionamento por medo de perder a juventude e a liberdade. O cérebro associa esse momento a um risco de envelhecimento e exclusão social”, explica o profissional ao Metrópoles.
Fabiano destaca ainda que a combinação de dopamina e adrenalina liberadas durante a festa potencializa o anseio por validação, sedução e novidades. “O desejo de validação aumenta com a liberação de hormônios, incentivando a sedução e a busca por novas experiências.”
Ainda assim, ele reforça que qualquer decisão nesse sentido exige muito diálogo, principalmente sobre o que é permitido ou não dentro dos acordos estabelecidos pelo casal.
Términos antes do Carnaval
Em paralelo, há quem prefira encerrar o relacionamento antes mesmo da chegada da folia. Uma pesquisa do Sexlog aponta que mais de 20% dos brasileiros já terminaram às vésperas do Carnaval com o objetivo de aproveitar blocos e festas sem vínculos afetivos.
Para o neurocientista, esse comportamento também está ligado ao simbolismo da data. “A data exprime liberação antes da contenção social, com um ambiente de estímulos intensos que desinibe o córtex pré-frontal e eleva a sensação de prazer”, finaliza o profissional.