Pouco me importa ser julgado por vocês ou por qualquer tribunal humano; de fato, nem eu julgo a mim mesmo. Embora em nada minha consciência me acuse, nem por isso justifico a mim mesmo; o Senhor é quem me julga. Portanto, não julguem nada antes da hora devida; esperem até que o Senhor venha. Ele trará à luz o que está oculto nas trevas e manifestará as intenções dos corações. Nessa ocasião, cada um receberá de Deus a sua aprovação. Irmãos, apliquei essas coisas a mim e a Apolo por amor a vocês, para que aprendam de nós o que significa: “Não ultrapassem o que está escrito”. Assim, ninguém se orgulhe a favor de um homem em detrimento de outro. 1 Coríntios 4:3-6
“Quando você é consciente do seu valor, não aceita menos que merece.” Pensador
Em tempos em que as interações sociais se tornaram o núcleo das nossas existências, a busca por validação alheia se transforma em um tema recorrente na vida cotidiana. A essência humana é marcada pela necessidade de pertencimento e aceitação, e nesse contexto, a validação dos outros assume um papel quase vital.
Cada curtida nas redes sociais, cada elogio do amigo ou parceiro, ecoa em nossa autoestima como um reforço de que estamos no caminho certo. No entanto, essa dependência pode nos levar a armadilhas emocionais. A ansiosa espera pela confirmação externa se torna um ciclo vicioso, onde a autoimagem se torna refém da opinião alheia.
Quando nos fixamos na busca pela aprovação, corremos o risco de nos perdermos de nós mesmos. Deixamos de lado nossos desejos e anseios, moldando nossas escolhas conforme os critérios dos outros. Essa adaptação constante pode gerar uma sensação de vazio e insatisfação. O que deveria ser um processo de crescimento pessoal, transformando-se em uma camisa de força emocional.
Por outro lado, a verdadeira evolução reside na capacidade de reconhecer nosso valor intrínseco, independente do julgamento externo. Aprender a validar a si mesmo é um ato de resistência e autoconhecimento. É um convite para mergulhar nas profundezas da própria essência, buscando a luz interna que não se apaga com a ausência de aplausos.
Assim, ao invés de aguardarmos ansiosamente pela validação dos outros, que possamos cultivar um amor próprio robusto, que não dependa das opiniões passageiras. A verdadeira liberdade vem quando compreendemos que somos suficientes, simplesmente pelo que somos. E nessa jornada, a validação que buscamos no exterior começa a refletir-se na liberdade que conseguimos abraçar dentro de nós.
“O valor de uma pessoa neste mundo é calculada de acordo com o valor que ela coloca em si mesma.” Jean de la Bruyere
Graça e paz da parte do nosso Deus