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De Lula e Temer a Cabral e Aécio: veja como os brasileiros avaliam investigações da Lava-Jato contra cada político

A pesquisa Genial/Quaest divulgada neste domingo pelo GLOBO sobre a Lava-Jato mostra que, passados dez anos do ato inicial da operação, a maioria da população considera que o trabalho de investigação da força-tarefa “foi adequado” em relação a figuras-chave da apuração no meio político, ainda que seja marcado por controvérsias e anulações posteriores. A investigação contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é a mais contestada, ainda de acordo com o levantamento.

Os pesquisadores da Quaest pediram a avaliação dos entrevistados sobre as investigações contra cinco políticos que entraram na mira da Lava-Jato: o ex-governador Sérgio Cabral (MDB-RJ), o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (MDB-RJ), o deputado federal e ex-presidenciável Aécio Neves (PSDB-MG), o ex-presidente Michel Temer (MDB), e Lula. Os percentuais dos que consideram que as apurações foram “adequadas” variaram entre 56% e 59%.

Opiniões sobre operação Lava-Jato — Foto: O Globo
Opiniões sobre operação Lava-Jato — Foto: O Globo

Em relação a Lula, são 29% os que enxergam “excessos” nos processos contra o petista, que resultaram nas condenações por corrupção passiva e lavagem de dinheiro nos casos do tríplex do Guarujá (SP) e no sítio de Atibaia (SP). Por outro lado, 59% consideram que a apuração, também nesses casos, “foi adequada”.

Já em relação aos processos enfrentados por Lula, que viria a ter as sentenças anuladas pelo Supremo Tribunal Federal (STF), os brasileiros se dividem. São 43% os que acham que o petista “sempre foi inocente”, exatamente o mesmo percentual de pessoas que dizem que o atual presidente “é culpado e deveria estar preso”. Outros 14% não souberam ou não quiseram responder.

Mais da metade dos entrevistados de baixa renda, os que têm ganhos familiares de até dois salários mínimos por mês, considera que Lula é inocente (52%), enquanto entre os mais ricos (que ganham acima de cinco salários) 52% acham o contrário.

Eleitores de Lula tendem a vê-lo como inocente. Já bolsonaristas, como culpado. No grupo dos que votaram em branco, nulo ou não foram às suas seções eleitorais no segundo turno de 2022, há uma parcela maior que considera o petista culpado (47%), contra 30% que acreditam na inocência do atual chefe do Executivo federal.

A Quaest entrevistou presencialmente 2 mil brasileiros de 16 anos ou mais, em 120 municípios, entre 25 e 27 de fevereiro. A margem de erro é estimada em 2,2 pontos percentuais para mais ou menos, para um nível de confiança de 95%.

Por O Globo —VAVADALUZ